Glicoproteínas
Luiz C. Junqueira & José Carneiro
A substância fundamental intercelular é uma mistura complexa altamente hidratada de moléculas aniônicas (glicoaminoglicanos e proteoglicanos) e glicoproteínas multiadesivas. Esta complexa mistura molecular é incolor e transparente. Ela preenche os espaços entre as células e fibras do tecido conjuntivo e, sendo viscosa, atua ao mesmo tempo como lubrificante e como barreira à penetração de micro-organismos invasores. [...]
Glicoproteínas multiadesivas são compostos de proteínas ligadas a cadeias de glicídios. Ao contrário dos proteoglicanos, é o componente proteico que predomina nestas moléculas, as quais também não contêm cadeias lineares de polissacarídeos formados por unidades dissacarídicas repetidas contendo hexosaminas. Em vez destas, o composto glicídico das glicoproteínas é frequentemente uma estrutura muito ramificada [...].
Várias glicoproteínas já foram isoladas do tecido conjuntivo e viu-se que desempenham um importante papel não somente na interação entre células vizinhas nos tecidos adultos e embrionários, como também ajudam as células a aderirem sobre os seus substratos. A fibronectina é uma glicoproteína sintetizada pelos fibroblastos e algumas células epiteliais. Esta molécula tem uma massa molecular de 222-240 kDa e apresenta sítios de ligação para células, colágenos e glicosaminoglicanos. Interações nestes sítios ajudam a intermediar e a manter normais as migrações e adesões celulares [...]. A laminina é uma outra glicoproteína de alta massa molecular que participa na adesão de células epiteliais à sua lâmina, que é uma estrutura muito rica em laminina.
Fonte: Junqueira, L. C. & Carneiro, J. 2008. Histologia básica. 11ª ed. RJ, Guanabara Koogan.
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