23 janeiro 2021

Imperialismo ecológico

Roy A. Rappaport

Quizá no resulte exagerada la calificación de imperialismo ecológico para describir la elaboración de una organización mundial centrada en las sociedades industriales y que degrada los ecosistemas de las sociedades agrícolas que absorbe. El imperialismo ecológico es, en cierto modo, similar al económico. En ambos casos hay un flujo de energía y materiales desde el sistema menos organizado al más organizado; ambos tipos de imperialismo son, sin duda, diferentes aspectos del mismo sistema de relaciones. Ambos se pueden enmascarar con los mismos eufemismos, entre los que destacan las palabras ‘progreso’ y ‘desarrollo’.

Fonte: Rappaport, R. A. 1975. El flujo de energía en una sociedade agrícola. In: Scientific American. Biología y cultura. Madri, H. Blume. Artigo originalmente publicado em 1971.

21 janeiro 2021

Olhar de peixe

Maria Tereza

O peixe nada.
Seus olhos se confundem
com a água.

Seus olhos imitam
a presença do homem
na estrada.

Fonte: Horta, A. B. 2003. Sob o signo da poesia. Brasília, Thesaurus. Poema publicado em livro em 1984.

20 janeiro 2021

Após a anarquia de fim de ano, as taxas de crescimento mostram os primeiros sinais de queda

Felipe A. P. L. Costa [*].

I. Evitando armadilhas.

Na contracorrente da má-fé e dos malfeitos do Palácio do Planalto, eis que (finalmente) a campanha de vacinação contra a Covid-19 teve início ontem (17/1) – ver aqui.

É uma ótima notícia.

Mas devemos tomar cuidado com as armadilhas mentais que cercam a campanha. Três das quais seriam as seguintes: (1) a imunização individual não é instantânea nem nos livra de continuar adotando as medidas de proteção social (e.g., distanciamento espacial e uso de máscara); (2) a imunização coletiva só será alcançada depois que a maioria (> 75%) da população tiver sido vacinada; e (3) a população brasileira é grande, de sorte que a campanha irá demorar vários meses (mais de um ano, talvez).

Decorre daí o seguinte: os números de novos casos e de mortes seguirão aumentando. A questão que de fato importa neste momento seria a seguinte: Em que ritmo esses números irão crescer?

É uma questão de saúde pública. Afinal, o ritmo de crescimento pode ser controlado. Não pela campanha de vacinação, cujos efeitos só começarão a aparecer nas estatísticas daqui a alguns meses, mas pelo comportamento social. Veja: Se nós relaxamos ou abandonamos as medidas de proteção (e.g., como fez o novo prefeito de Porto Alegre, assim que tomou posse), em uma ou duas semanas os frutos estarão maduros e inevitavelmente serão colhidos.

A carnificina ainda em curso em Manaus, por exemplo, não é fruto de uma nova e mais contagiosa linhagem do Sars-CoV-2 [1]. O que está a ocorrer na capital amazonense – pela segunda vez! [2] – é, em linhas gerais, fruto de dois fatores: (1) desencontros administrativos (em múltiplos níveis: federal, estadual e municipal); e (2) traços de anarquia social que são promovidos por um regime econômico míope e, ao que tudo indica, autodestrutivo.

De resto, veja o que ocorreu em escala nacional após a balbúrdia de fim de ano (ver a figura que acompanha este artigo). Quanta gente foi às ruas para comprar bugigangas e tomar refrigerantes e, na volta para casa, levou consigo mais do que pretendia? Estou a falar de uma carga invisível, mas significativa, de um vírus altamente contagioso. E que pode ser fatal.

*


FIGURA. Comportamento das médias semanais das taxas de crescimento no número de casos (pontos em azul escuro) e no número de óbitos (pontos em vermelho escuro) em todo o país (valores expressos em porcentagem), entre 28/6 e 17/1. (Valores acima de 2% não são mostrados.) Note como as duas nuvens de pontos experimentaram rupturas e mudaram de rumo a partir do início de novembro. E note como o apagão que houve na divulgação das estatísticas, na segunda quinzena de dezembro, rebaixou artificialmente as duas trajetórias.

*

II. Um balanço da semana que passou.

Ainda ontem, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados em todo o país mais 33.040 casos e 551 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 8.488.099 casos e 209.847 mortes.

Em número de casos, a semana encerrada ontem (11-17/1) foi a pior desde o início da pandemia – o que não foi nenhuma surpresa (ver o artigo Como e por que o pior ainda está por vir).

Semana passada, foram computados 382.309 casos – 10.265 casos a mais que na semana anterior. O número de mortes ainda foi inaceitavelmente elevado (6.747), mas a média diária, ao contrário do que ocorreu na semana anterior, ficou abaixo de 1 mil óbitos/dia [3].

III. Taxas de crescimento.

Em termos de monitoramento, porém, as estatísticas brutas pouco ou nada nos dizem sobre os rumos que as coisas estão a tomar. Para tanto, nós devemos investigar o comportamento de parâmetros que nos deem pistas sobre a dinâmica da epidemia, como as taxas de crescimento no número de casos e de mortes [4].

Vejamos, então.

Em comparação com as médias da semana anterior, as médias da semana passada (11-17/1) ficaram em patamares ligeiramente inferiores (ver a figura que acompanha este artigo).

A taxa de crescimento no número de novos casos caiu de 0,67% (4-10/1) para 0,66% (11-17/1), enquanto a taxa de crescimento no número de mortes caiu de 0,51% (4-10/1) para 0,47% (11-17/1) [5, 6].

IV. Coda.

As quedas referidas acima foram pequenas, não há dúvida, mas podemos ao menos dizer que as taxas pararam de subir. Resultado que não deixa de ser alentador.

Afinal, a depender da manutenção de medidas de distanciamento social, devemos passar a observar quedas (e não mais escaladas) nas estatísticas. Tanto nesta semana como nas semanas vindouras.

De resto, que as autoridades sanitárias (federais, estaduais e municipais) façam o seu trabalho e que a campanha de vacinação enfim decole.

*

Notas.

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço meiterer@hotmail.com. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] Desde que a pandemia teve início, em dezembro de 2019, surgiram em todo o mundo um sem número de linhagens locais do Sars-CoV-2, a maioria das quais já desapareceu. Mas não desapareceram como resultado de intervenções humanas, e sim em decorrência de processos naturais – e.g., extinções locais provocadas por interações competitivas entre as próprias linhagens.

[2] Não custa lembrar que alguns técnicos cometeram a imprudência de afirmar que, após a carnificina promovida pela ‘primeira onda’, a população de Manaus poderia ter alcançado algum grau de imunidade de rebanho. Não foi o caso, obviamente. E é bom frisar que a imunidade de rebanho tampouco será alcançada após a ‘segunda onda’ ora em curso.

[3] Desde o início da pandemia, já foram registradas médias diárias acima de 1 mil óbitos/dia em nove semanas. Na pior semana de todas (20-26/7), foram computadas 7.516 mortes.

[4] Arrisco dizer que a pandemia chegará ao fim sem que a imprensa brasileira (grande parte dela, ao menos) se dê conta de que está monitorando a pandemia de um jeito, digamos, desfocado – além de burocrático e bastante superficial. Para capturar e antever a dinâmica de processos populacionais, como é o caso da disseminação de uma doença contagiosa, devemos recorrer a um parâmetro que tenha algum poder preditivo. Não é o caso da média móvel. Mas é o caso da taxa de crescimento – seja do número de casos, seja do número de mortes. De resto, trata-se de um parâmetro de fácil computação (ver a nota 6).

[5] Entre 25/10 e 17/1, as médias semanais exibiram os seguintes valores: (1) casos: 0,43% (19-25/10), 0,4% (26/10-1/11), 0,3% (2-8/11), 0,49% (9-15/11), 0,5% (16-22/11), 0,56% (23-29/11), 0,64% (30-6/12), 0,63% (7-13/12), 0,68% (14-20/12), 0,48% (21-27/12), 0,47% (28/12-3/1), 0,67% (4-10/1) e 0,66% (11-17/1); e (2) mortes: 0,3% (19-25/10), 0,26% (26/10-1/11), 0,21% (2-8/11), 0,3% (9-15/11), 0,29% (16-22/11), 0,3% (23-29/11), 0,34% (30-6/12), 0,36% (7-13/12), 0,42% (14-20/12), 0,33% (21-27/12), 0,36% (28/12-3/1), 0,51% (4-10/1) e 0,47% (11-17/1).

[6] Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos quatro volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado (aqui, aqui, aqui e aqui).

* * *

17 janeiro 2021

O bom samaritano


Jacopo Bassano [Jacopo dal Ponte] (c. 1510-1592). Buon samaritano. 1547.

Fonte da foto: Wikipedia.

15 janeiro 2021

Destino

Almeida Garrett

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta: – ‘Floresce!’
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lh’os enreda?

Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou se à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai! não m’o disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

Fonte (v. 1-4): Cunha, C. 1976. Gramática do português contemporâneo, 6ª ed. BH, Editora Bernardo Álvares. Poema publicado em livro em 1853.

13 janeiro 2021

Como e por que o pior ainda está por vir

Felipe A. P. L. Costa [*].

RESUMO. Ontem (10), de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados em todo o país mais 29.792 casos e 469 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 8.105.790 casos e 203.100 mortes. A semana encerrada ontem (4-10/1) foi um pesadelo. Em número de casos (372.044), foi a pior desde o início da pandemia. O número de mortes (7.082) foi o maior dos últimos cinco meses. As médias semanais das taxas de crescimento seguem a escalar, tendo chegado a 0,67% (casos) e 0,51% (mortes). Nesse ritmo, a semana que começa hoje (11) deverá resultar em mais 389.942 casos e 7.338 mortes. No próximo domingo (17/1), portanto, o país deverá computar um total de 8.495.732 casos e 210.438 mortes.

*

Vários países já deram início a campanhas de vacinação em massa contra a Covid-19 (ver aqui). Entre nós, no entanto, a campanha (em um cenário otimista) só deverá ter início na última semana de janeiro.

Ontem (10), de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados em todo o país mais 29.792 casos e 469 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 8.105.790 casos e 203.100 mortes.

A semana encerrada ontem (4-10/1) foi um pesadelo.

Um balanço da semana que passou.

Em número de casos, a semana passada foi a pior desde o início da pandemia. Foram registrados 372.044 casos. Batemos todos os recordes anteriores [1].

E a estatística mais trágica: foram registradas 7.082 mortes. Foi o oitavo pior resultado desde o início da crise. E foi a nona semana em que a média diária ficou acima de 1 mil óbitos/dia [2].

Estas estatísticas são trágicas e falam por si.

Mas o que é ainda mais preocupante é saber que as taxas de crescimento no número de casos e de mortes seguem a escalar [3].

As médias da semana passada (4-10/1) chegaram a 0,67% (casos) e 0,51% (mortes) [4, 5].

A média semanal da taxa de crescimento no número de casos parece ter voltado ao patamar em que estava antes do apagão de fim de ano (ver a figura que acompanha este artigo). No caso do número de mortes, a tendência é ainda mais preocupante. Afinal, uma média semanal comparável a 0,51% não era obtida desde setembro (ver a figura que acompanha este artigo).

Como alertei em ocasiões anteriores (e.g., aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), as taxas de crescimento (casos e mortes) estão a escalar desde o início de novembro. E, a julgar pelo noticiário dos últimos dias, não há qualquer motivo para imaginar que haverá uma reversão imediata nessas trajetórias – embora, claro, as autoridades (federais, estaduais etc.) possam recorrer a novos apagões na divulgação das estatísticas.

*


FIGURA. Comportamento das médias semanais das taxas de crescimento no número de casos (pontos em azul escuro) e no número de óbitos (pontos em vermelho escuro) em todo o país (valores expressos em porcentagem), entre 28/6 e 10/1. (Valores acima de 2% não são mostrados.) Note como as duas nuvens de pontos experimentaram rupturas e mudaram de rumo a partir do início de novembro. E note como o apagão na divulgação das estatísticas, na segunda quinzena de dezembro, rebaixou artificialmente as duas trajetórias.

*

Como e por que esta semana será ainda pior.

No curto prazo, portanto, as taxas devem continuar escalando. A tendência é que as estatísticas desta e das próximas semanas venham a ser ainda piores (ou muito piores) do que as da semana passada.

Não vou explorar os cenários pessimistas. No contexto deste artigo, basta dizer o seguinte: em um cenário otimista (i.e., admitindo que as taxas parem de subir), as projeções para a semana em curso seriam as seguintes: mais 389.942 casos e 7.338 mortes [6].

No próximo domingo (17/1), portanto, o país deverá computar um total de 8.495.732 casos e 210.438 mortes.

Se a semana passada foi um pesadelo, a semana que temos pela frente será – ouso dizer – um pesadelo ainda pior.

Coda.

Alguém mais cínico talvez dissesse que toda essa insanidade que estamos a viver é o preço que a sociedade brasileira está a pagar por ter, entre outras coisas, os governantes que tem (e não só no plano federal). Veja, por exemplo, o drama de quem mora em algumas das maiores cidades do país – tem gente a enfrentar três níveis de desgoverno!

Mas cinismo não resolve nada.

De resto, não gostaria de encerrar sem ressaltar o seguinte: De um ponto de vista estritamente técnico, pandemias não são problemas assim tão difíceis de equacionar e resolver. As dificuldades de uma crise como a que ora enfrentamos residem em outras esferas, como a social e a política. É aí que esbarramos em algumas de nossas carências históricas, como o nosso baixo nível de educação política e a nossa desorganização.

Por fim, não custa repetir (ver aqui): Os efeitos de uma eventual campanha de vacinação não serão imediatos. Iniciar a vacinação e permanecer de braços cruzados, como muitos governantes estão agora (i.e., sem promover medidas que reduzam de modo efetivo as chances de transmissão e contágio), resultará em duas tragédias tipicamente brasileiras, a saber: (1) A pandemia será estancada na maioria dos países do mundo, enquanto nós, brasileiros, continuaremos a adoecer e a morrer em decorrência da Covid-19; e (2) O número de mortes entre o início e o fim da vacinação irá superar o número de mortes registrado até aqui. E essa diferença será tanto maior quanto mais tardia e demorada for a campanha de vacinação.

*

Notas.

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço meiterer@hotmail.com. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] Antes disso, o pior resultado havia sido registrado em julho – 320.702 casos (20-26/7).

[2] Resultado ainda pior não era registrado desde a semana 27/7-2/8, quando foram computadas 7.100 mortes. Outras sete semanas – sete das oito entre 1/6 e 26/7 – tiveram médias diárias superiores a 1.000. Na pior de todas (20-26/7), foram computadas 7.516 mortes.

[3] Arrisco dizer que a pandemia chegará ao fim sem que a imprensa brasileira (grande parte dela, ao menos) se dê conta de que está monitorando a pandemia de um jeito, digamos, desfocado – além de burocrático e bastante superficial. Para capturar e antever a dinâmica de processos populacionais, como é o caso da disseminação de uma doença contagiosa, devemos recorrer a um parâmetro que tenha algum poder preditivo. Não é o caso da média móvel. Mas é o caso da taxa de crescimento – seja do número de casos, seja do número de mortes. De resto, trata-se de um parâmetro de fácil computação (ver a nota 5).

[4] Entre 25/10 e 10/1, as médias semanais exibiram os seguintes valores: (1) casos: 0,43% (19-25/10), 0,4% (26/10-1/11), 0,3% (2-8/11), 0,49% (9-15/11), 0,5% (16-22/11), 0,56% (23-29/11), 0,64% (30-6/12), 0,63% (7-13/12), 0,68% (14-20/12), 0,48% (21-27/12), 0,47% (28/12-3/1) e 0,67% (4-10/1); e (2) mortes: 0,3% (19-25/10), 0,26% (26/10-1/11), 0,21% (2-8/11), 0,3% (9-15/11), 0,29% (16-22/11), 0,3% (23-29/11), 0,34% (30-6/12), 0,36% (7-13/12), 0,42% (14-20/12), 0,33% (21-27/12), 0,36% (28/12-3/1) e 0,51% (4-10/1).

[5] Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos quatro volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado (aqui, aqui, aqui e aqui).

[6] A primeira estatística superaria a da semana passada e se tornaria assim um novo recorde semanal no número de novos casos. A segunda se tornaria a terceira pior marca desde o início da crise. No entanto, qualquer eventual oscilação para cima nas taxas de crescimento implicará em resultados ainda mais assustadores (e revoltantes).

* * *

12 janeiro 2021

14 anos e três meses no ar

F. Ponce de León

Nesta terça-feira, 12/1, o Poesia contra a guerra completa 14 anos e três meses no ar.

Desde o balanço anterior – ‘14 anos e dois meses no ar’ – foram publicados aqui pela primeira vez textos dos seguintes autores: Arthur H. Nethercot, David A. Humphries, Donald P. Bennett, Isaac Watts, Jofre Rocha e René Millon. Além de outros que já haviam sido publicados antes.

Cabe ainda registrar a publicação de imagens de obras dos seguintes pintores: Dosso Dossi, Henry Raeburn e Prospero Fontana.

10 janeiro 2021

Our God, our Help in Ages past

Isaac Watts

Our God, our Help in Ages past,
  Our Hope for Years to come,
Our Shelter from the stormy Blast,
  And our eternal Home.

Under the Shadow of thy Throne
  Thy Saints have dwelt secure;
Sufficient is thine Arm alone,
  And our Defence is sure.

Before the Hills in order stood,
  Or Earth receiv’d her Frame,
From everlasting Thou art God,
  To endless Years the same.

Thy Word commands our Flesh to Dust,
  Return, ye Sons of Men:
All Nations rose from Earth at first,
  And turn to Earth again.

A thousand Ages in thy Sight
  Are like an Evening gone;
Short as the Watch that ends the Night
  Before the rising Sun.

[The busy Tribes of Flesh and Blood,
  With all their Lives and Cares
Are carried downwards by thy Flood,
  And lost in following Years.

Time like an ever-rolling Stream,
  Bears all its Sons away;
They fly forgotten as a Dream
  Dies at the opening Day.

Like flow’ry Fields the Nations stand,
  Pleas’d with the Morning-light;
The Flowers beneath the Mower’s Hand
  Ly withering e’er ’tis Night.]

Our God, our Help in Ages past,
  Our Hope for Years to come,
Be thou our Guard while Troubles last,
  And our eternal Home.

Fonte (estrofe 1): Carpeaux, O. M. 2011. História da literatura ocidental, vol. 2. Brasília, Senado Federal. Poema (hino) publicado em livro em 1719. Para fins de uso em cultos, os colchetes indicam estrofes (6-8) opcionais.

09 janeiro 2021

Métodos de investigación

Donald P. Bennett & David A. Humphries

¿Nunca se ha preguntado por qué los animales o las plantas que aparecen en una zona raramente se encuentran en otra aparentemente similar? ¿Por qué, por ejemplo, la digital es común en los setos de alrededor de Dartmoor, pero suele estar ausente de los de Costwold? ¿Y por qué el cangrejo es común en los torrentes de Costwold, pero no es los ríos de Dartmoor? ¿Hay alguna relación entre las distribuiciones de la digital y el cangrejo? Si alguna vez se ha hecho este tipo de preguntas, está usted camino de convertirse en un biólogo de campo.

Fonte: Bennett, D. P. & Humphries, D. A. 1978 [1974]. Ecología de campo, 2ª ed. Madri, H. Blume.

07 janeiro 2021

As primeiras cinco vidas de Annie Besant

Arthur H. Nethercot

A nova grande edição do livro de Knowlton fora impressa em preparação para sua venda iminente e guardada em casa de Bradlaugh. Este estava na Escócia e as três mulheres, resolvidas mas preocupadíssimas, ficaram sozinhas. O medo da sra. Besant, de uma batida da polícia e da apreensão dos livros, chegou finalmente a tal ponto que ela convenceu as outras moças a ajudarem-na a embrulhá-los em pacotes à prova d’água e escondê-los em todos os locais concebíveis. Alguns foram enterrados em seu jardim durante a noite, outros escondidos atrás da cisterna e outros sob uma tábua solta do assoalho. Quando Bradlaugh foi informado dessa esperteza feminina ficou muito aborrecido e comunicou que deveriam cessar de esconder. Plenamente certo de que uma batida policial seria possível, não quis parecer ridículo; assim que voltou iniciou o processo reverso, mas descobriu que as mulheres haviam escondido tão bem os pacotes que levaram tempo para redescobrirem todo o ‘tesouro’.

Fonte: Hardin, G., org. 1967. População, evolução & controle da natalidade. SP, Nacional & Edusp. Excerto de livro publicado em 1960.

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