15 julho 2009

O pássaro sem vôo

José Chagas

O pássaro sem vôo, solto na sala,
ficou sendo um brinquedo de criança
Que lhe importa a manhã?

Por que saudá-la,
Se a cantiga desperta a mão que o alcança?
De que lhe vale o canto? O canto é apenas
alegria de estranhos

Não é tudo.
O canto é inútil como são as penas.
O pássaro sem vôo, cantando, é mudo.

Fonte: Pinto, J. N. 2004. Os cem melhores poetas brasileiros do século, 2ª edição. SP, Geração Editorial.

1 Comentários:

Blogger a metamorfose ambulante disse...

gostei muito daqui =)

parabéns pelo blog e pela escolha das poesias!


forte abraço.

19/7/09 11:58  

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