Vidas roubadas, corpos escondidos
Ronald J. Glassner
Todo corpo em seu caixão deve sempre ter um acompanhante. Foi feito um esforço no sentido de se encontrar um acompanhante cujo envolvimento pessoal com o falecido, ou com a família do falecido, servirá como um conforto e uma ajuda. Sua missão como acompanhante é a seguinte: assegurar que o corpo receba sempre o respeito de um soldado caído do Exército dos Estados Unidos. Especialmente o seguinte: checar as etiquetas no caixão a cada ponto de desembarque. Insistir que as etiquetas indicam que os restos não podem ser vistos – que os parentes não vejam o corpo. Lembre-se de que não poder ver significa exatamente isto – não poder ver.
Fonte: Lifton, R. J. 1989. O futuro da imortalidade. SP, Trajetória Cultural. Excerto de livro originalmente publicado em 1971.

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