26 outubro 2026

A matemática do segundo turno

Felipe A. P. L. Costa

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral [1], 158.745.502 brasileiros estavam aptos e poderiam ter ido votar ontem (25/10), no segundo turno das Eleições 2026. Nem todo mundo foi ou pode ir.

Concluída a apuração, eis um resumo das estatísticas nacionais.

Compareceram e votaram 128.236.074 eleitores. Houve um aumento de 2.960.239 eleitores em relação ao primeiro turno, em 4/10. Ainda assim, no entanto, 30.509.428 eleitores não puderam ou não quiseram comparecer.

Dos que compareceram, 124.082.273 eleitores produziram votos válidos. Outros 4.153.801 compareceram, mas não produziram votos válidos (leia-se: essa turma anulou ou votou em branco). Em relação ao primeiro turno, houve um aumento de 4.781.485 no número de votos válidos.

Dos 124.082.273 votos válidos, 64.256.232 (51,8%) foram dados ao presidente Lula; outros 59.826.041 (48,2%) foram dados ao candidato da Meta e das milícias. Em relação ao primeiro turno, o presidente recebeu mais 10.376.694 votos; o candidato do PL recebeu mais 3.721.538 votos.

Em relação à votação obtida pelos dois no primeiro turno, houve um ganho total de 14.098.232 votos novos. Foi a distribuição desigual desses votos que promoveu a virada e a vitória do presidente Lula, a saber: de cada quatro votos novos, três foram para o presidente Lula, enquanto apenas um foi para o candidato da extrema direita.

De onde vieram esses 14.098.232 votos? De três fontes: (i) gente que não compareceu ao primeiro turno, mas compareceu ao segundo; (ii) gente que não produziu votos válidos no primeiro turno, mas produziu votos válidos no segundo turno; e (iii) gente que votou em outros candidatos no primeiro turno, mas decidiu mudar de candidato no segundo.

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NOTA.

[1] Ainda de acordo com o TSE (ver aqui), apenas 34.330 votos foram registrados durante o período estendido de votação (entre 17h00 e 19h00).

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