Movimentos de massa: deslizamentos em encostas
Nelson Ferreira Fernandes & Cláudio Palmério do Amaral
Dentre as várias formas e processos de movimentos de massa, destacam-se os deslizamentos nas encostas em função da sua interferência grande e persistente com as atividades do homem, da extrema variância de sua escala, da complexidade de causas e mecanismos, além da variabilidade de materiais envolvidos. Neste capítulo, dedicado principalmente aos deslizamentos, desenvolve-se uma abordagem que enfatiza as técnicas de investigação e previsão, bem como o papel desempenhado pelos condicionamentos geológicos e geomorfológicos na sua deflagração, com base em exemplos vivenciados na região sudeste brasileira.
Os deslizamentos são, assim como os processos de intemperismo e erosão, fenômenos naturais contínuos de dinâmica externa, que modelam a paisagem da superfície terrestre. No entanto, destacam-se pelos grandes danos ao homem, causando prejuízos a propriedades da ordem de dezenas de bilhões de dólares por ano. Em 1993, segundo a Defesa Civil da ONU, os deslizamentos causaram 2.517 mortes, situando-se abaixo apenas dos prejuízos causados por terremotos e inundações no elenco dos desastres naturais que afetam a humanidade. Por este motivo, estes constituem objeto de estudo de grande interesse para pesquisadores e planejadores.
Fonte: Fernandes, N. F. & Amaral, C. P. 1996. Movimentos de massa: uma abordagem geológico-geomorfológica. In: Guerra,, A. J. T. & Cunha, S. B., orgs. Geomorfologia e meio ambiente. RJ, Bertrand.

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