17 junho 2008

Amo-te quando em largo, alto e profundo

Elizabeth Barrett Browning

Amo-te quando em largo, alto e profundo
Minh’alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.

Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.

Fonte: Bandeira, M. 2007. Estrela da vida inteira. RJ, Nova Fronteira. Poema originalmente publicado em 1850.

4 Comentários:

Blogger Benny disse...

Esta poesia tenho como sendo de Fernando Pessoa.

14/2/09 07:22  
Anonymous Anônimo disse...

Mas ela não é dele... Manuel Bandeira fez a tradução desta bela poesia de Elizabeth Barrett Browning.

24/11/09 19:35  
Anonymous Anônimo disse...

Existe um pequeno erro no poema:
"Quanto o pudor dos que não podem nada.", na verdade seria desta forma: "Quanto o pudor dos que não PEDEM nada."

23/4/10 18:44  
Blogger Tancredo disse...

Esse é apenas um exemplar do gênio tradutor do Manuel Bandeira, o poema é lindo no original, mas sua tradução o deixou mais fluído e conciso, e poeticamente mais belo.

5/9/11 13:10  

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