06 abril 2018

O poema, a marchinha, o inferno

F. Ponce de León

A vida e a obra de um líder popular como Lula dão um grande poema, daqueles que são lidos décadas, séculos ou milênios depois de escritos.

A vida e a obra desse juiz de Curitiba dão uma marchinha esperta, daquelas que tocam na rádio durante o Carnaval, enquanto a agência dos Correios é assaltada.

Olhar para trás e descobrir que a sua vida tem sido movida não pelo amor ao que faz, mas sim pelo ódio ao que o outro está fazendo, é de uma tristeza imensa. (O juiz, claro, não é o único ser humano a viver assim.)

Veja a turma dos endinheirados, a maioria dos quais vive tão somente a amealhar e a pilhar. Nada fazem pela coletividade. Nada deixam atrás de si, exceto talvez a tardia sensação de alívio que brota naqueles que sobreviveram ao pisoteio. (O que o falecido criador da Rede Globo deixou atrás de si? Filhos e instituições a se aproveitar ou a burlar a lei? E o criador do SBT, o que tem feito pela sua cidade ou pelo seu país? A herança dele será diferente?)

E o que dizer então da classe média brasileira, avara com os empregados e os mais próximos, mas que gasta o que pode e o que não pode durante as férias na Disney, sempre com os olhos vidrados nos endinheirados, pensando consigo mesma – “Um dia eu chego lá!” Chega aonde, José? Ao inferno?

2 Comentários:

Blogger C.F.Andrade disse...

POEMA: Encontro que o poema "INVICTUS" de Willian Ernest Henley foi a inspiração de Nelson Mandela a suportar o cativeiro por 27 anos, condenado por sua luta contra o apartheid. E a MARCHINHA “ONDE ESTÁ O DINHEIRO?” de Francisco Mattoso, José Maria de Abreu e Paulo Barbosa, na voz de Gal Costa, cai muito bem como fundo musical no texto do Prof. Felipe. Sobre o INFERNO, sim, espero que esteja lá!, Para os reles, desprezíveis, ordinários, tacanhas, somíticos, avaros, avarentos e sovinas.

9/4/18 10:35  
Blogger polemico disse...

Estou aqui com o Livro Luiz Inácio Lula da Silva - A Verdade Vencerá.
O povo sabe por que me condenam...
Organização de Ivana Jinkings.
Com a Colaboração de Gilberto Maringoni, Juca Kfouri e Maria Inês Nassif.
Com textos de Eric Nepomuceno, Luis Fernando Verissimo, Luis Felipe Miguel e Rafael Valim.
Editora Bom Tempo.
Justamente hoje, o Juiz de Primeira Instância, Sérgio Moro está sendo julgado por ter divulgado gravações sigilosas.
As eleições estão Próximas e, como pudemos observar durante a última apresentação de Caetano Veloso e seus três filhos, no Cine Teatro Central, dia 21 PP, o Vigor das Esquerdas é extasiante, mas a fúria dos oponentes é desesperadora. Com essa turma que está prestes a perder mais uma temporade de contrarreformas a favor do povo mais humilde, muito de desagradável podemos esperar. Depois da invasão do suposto triplex de luxo, as máscaras escancararam em suas quedas.
Vamos fazer poesia de esperança, de Justiça, de convicções.
É luta por sobrevivência de ideais e caráter.
Uma vez corrupto...
Depois que pudor já não há, tudo se pode!

24/4/18 12:43  

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