Canção para o presidente do Burkina, Thomas Sankara, traído pelo seu amigo Blaise Campaoré
Fátima Maldonado
Sankara tinha um amigo
chamado Campaoré
Sankara tinha o reino
mais pobre do continente
e chamava-lhe “a pátria dos homens íntegros”.
Campaoré era a sombra de Sankara
e Sankara desvendou o seu nome verdadeiro
a um companheiro de armas
esquecendo que nem os deuses o fazem.
E no Olimpo negro todos riram de Sankara –
o da alma orgulhosa –
por não ter resguardado a sua própria sombra.
Fonte: Silva, A. C. & Bueno, A., orgs. 1999. Antologia da poesia portuguesa contemporânea. RJ, Lacerda Editores. Poema publicado em livro em 1999.

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