Brasília
Joanyr de Oliveira
A Lúcio Costa
Amorosa e clara,
a cidade
voa
com as próprias asas.
Alegorias em pluma,
estátuas no rosto das águas.
Arcos, trevos, o verde.
Eixos geram esperança
na fronte do homem.
O lago ama com os braços,
abarcando o equilíbrio.
A torre afina os tímpanos
e as perfeitas retinas:
canta nas noites a fonte.
Artérias humanas e urbanas
em suas vigílias: áureas
dádivas: o branco, as superquadras.
(O pretérito nos mausoléus,
longe de nossos cânticos.)
Amorosa e clara,
a cidade
voa
com as próprias asas.
Fonte: Horta, A. B. 2003. Sob o signo da poesia. Brasília, Thesaurus. Poema publicado em livro em 1998.
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