18 março 2008

Guarda-chuvas

Rosana Rios

Tenho quatro guarda-chuvas
todos os quatro com defeito:
um emperra quando abre,
outro não fecha direito.

Um deles vira ao contrário
se eu abro sem ter cuidado.
Outro, então, solta as varetas
e fica todo amassado.

O quarto é bem pequenino,
pra carregar por aí;
porém, toda vez que chove,
eu descubro que esqueci...

Por isso, não falha nunca:
se começa a trovejar,
nenhum dos quatro me vale –
Eu sei que vou me molhar.

Quem me dera um guarda-chuva
pequeno como uma luva
que abrisse sem emperrar
ao ver a chuva chegar!

Tenho quatro guarda-chuvas
que não me servem de nada;
quando chove de repente,
acabo toda encharcada.

E que fria cai a água
sobre a pele ressecada!
Aí....

Fonte: edição No. 149 (agosto de 2004) da revista Ciência Hoje das Crianças. Poema originalmente publicado em 2003.

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