01 janeiro 2007

Ano Novo

Poh Pin Chin

Ontem à noite,
depois de ver teu
rosto combinar
com a palidez do
vestido, voltei
sozinho e a pé para

casa. Acariciei
gotas de chuva e
algumas pedras
tortas que encontrei
pelo caminho, mas
não foi preciso contar

estrelas no céu
ou grãos de areia
esparramados pelo
chão para saber
quanto tempo serei
capaz de esperar até

sentir novamente a
ponta de teus dedos
tocar a minha
pele manchada e
secar de vez a ferida
dos meus ossos... Só

não demores muito
mais do que isso –
ao contrário de você,
não estarei aqui
para sempre: gritando
para a Lua ou

lutando contra o
Sol; sentindo frio e
calor e o vento forte
que bate na testa e
empurra essa poeira
para dentro dos olhos.

(Dedicado a M. E.)

1 Comentários:

Anonymous Eugênia Amaral disse...

Me deu uma baita vontade de te abraçar...

2/1/07 12:43  

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