27 junho 2026

La inflorescencia ancestral

Gabriel H. Rua

Al principio de esta obra dijimos que la panícula representa la estructura básica a partir de la cual se pueden derivar todos los demás tipos de inflorescencia conocidos entre las Angiospermas. Ahora es el momento de considerar esta afirmación en un contexto filogenético. Efectivamente, varios autores han sugerido que la panícula es la forma de inflorescencia más primitiva en las Angiospermas. La derivación de los distintos tipos de inflorescencias a partir de una panícula ancestral representaría entonces el camino seguido por la filogenia. Si esta hipótesis es correcta, entonces los grupos más basales de Angiospermas deberían poseer inflorescencias en panícula. Weberling discutió este punto hace algunos años [1988], y lo ilustró con ejemplos tomados de las Magnoliales s.l. (Magnoliales, Winterales, Laurales), las que por enconces eran tenidas justamente por las Angiospermas más ‘primitivas’. La evidencia muestra que efectivamente estos plantas poseen casi siempre inflorescencias monotélicas, aunque no está claro se la evolución llevó de panículas en su expresión más simples (uno sólo eje terminado en flor, […]) a otras muy ramificadas (con ejes de enriquecimiento de varios órdenes de ramificación, […]) o viceversa.

Los análisis filogenéticos más modernos basados en caracteres tanto morfológicos como moleculares resultan anbiguos con respecto a la diversificación temprana de las Angiospermas. La posición basal de las Magnoliales s.l. és puesta en duda, y se proponen alternativamente algunos grupos de las llamadas ‘paleohierbas’ (Nymphaeales, Piperales) como posibles ramas basales del árbol filogenético de las Angiospermas. En este contexto, la estructura de la inflorescencia del ancestro común de las Angiospermas permanece aún en la oscuridad, hasta tanto se resuelvan las relaciones filogenéticas entre las ramas más basales de su árbol filogenético.

Fonte: Rua, G. H. 1999. Inflorescencias. Buenos Aires, Sociedad Argentina de Botánica.

25 junho 2026

Madrigal de um louco

Da Costa e Silva

Lua!
Camélia
Que flutua
No azul. Ofélia
Serena e dolente,
Fria, vagando pelas
Alturas, serenamente,
Por entre os lírios das estrelas;
Santelmo aceso para a Saudade;
Luz etérea, simbólica, perdida
Entre os astros de ouro pela imensidade;
Esfinge da Ilusão no deserto da Vida!
Lâmpada do Sonho, lívida, suspensa...
Vaso espiritual dos meus cismares,
Custódia argêntea da minha crença,
Ó Rosa Mística dos ares!
Unge o meu ser, na apoteose
Da tua luz, e eu frua,
Cismando, a pureza
Da luz e goze
Toda a tua
Tristeza,
Lua!

Fonte: Ricieri, F., org. 2008. Antologia da poesia simbolista e decadente brasileira. SP, Ibep. Poema publicado em livro em 1908.

24 junho 2026

Calling you

Bob Telson

A desert road from Vegas to nowhere
Some place better than where you’ve been
A coffee machine that needs some fixing
In a little café just around the bend

I am calling you
Can’t you hear me?
I am calling you

A hot dry wind blows right through me
The baby’s crying and I can’t sleep
But I can feel a change is coming
Coming closer, sweet release

[Refrão]

Fonte: DVD do filme Bagdad Café (1987).

22 junho 2026

Geographically invariant properties

Takeo Maruyama

In chapter 4 we dealt with the integration of various quantities along sample paths. There we assumed random mating. Here [chapter 10] we will show that some of those integrations are independent of the population structure, even of structures much more general than those discussed in chapter 9. The invariant quantities are the fixation probability of a mutant gene with additive effects, the total number of heterozygotes counted during those generations when there is a given gene frequency for the whole population, and the sum of heterozygosity during the entire process. The higher moments of these quantities are also invariant.

Since the mathematics dealing with structured populations is not well established, I will present some of the invariant properties in a more elementary way. In section 10.1, the invariance of the sum of heterozygosity is shown for a discrete time model, and in section 10.2 a proof is given for the Moran model of continuous time. And in later sections, we will deal with diffusion equations.

Fonte: Maruyama, T. 1977. Stochastic problems in population genetics. Berlim, Springer.

21 junho 2026

If you pay a man a salary

Joseph John Thomson

[I]f you pay a man a salary for doing research, he and you will want to have something to point to at the end of the year to show that the money has not been wasted. In promising work of the highest class, however, results do not come in this regular fashion, in fact years may pass without any tangible results being obtained, and the position of the paid worker would be very embarrassing and he would naturally take to work on a lower, or at any rate a different plane where he could be sure of getting year by year tangible results which would justify his salary. The position is this: You want this kind of research, but, if you pay a man to do it, it will drive him to research of a different kind. The only thing to do is to pay him for doing something else and give him enough leisure to do research for the love of it.

Fonte (em port.): Hardin, G., org. 1969. A natureza e o destino do homem. SP, Nacional. De acordo com Robert Strutt [Lord Rayleigh] (The life of Sir J. J. Thomson, Cambridge UP, 1942), trata-se de trecho de um discurso proferido por Thomson em 1916.

18 junho 2026

Campesino francês


Frédéric Montenard (1849-1926). Paysan dans la campagne bessoise. s/d.

Fonte da foto: Wikipedia.

17 junho 2026

People and nature

Nancy E. Langston

When you look at the mountains of the Mediterranean today, [...] you see beautiful landscapes, with bare limestone ridges between which lie picturesque villages. Both the villages and the limestone ridges are lovely, but both are dying. The villages are now empty shells where few but the very old live; the others have gone off to cities to find jobs. Over thousands of years, people have struggled to make a living in these hills, grazing goats, logging trees, planting wheat, fighting battles, hunting wildlife, writing poetry, founding empires, creating much of the philosophy that forms the basis of western culture. In the process, people stripped the hillsides of their trees (hence the lovely views), their soil, and their ability to support much life, human or otherwise. People built empires from the resources extracted from these ecosystems, but in extracting without limit, the empires eventually destroyed themselves from within. To understand why, one needs to understand two interconnected factors usually seen as separate: ecology and economics.

From: Langston, N. E. 1998. In: Dodson, S. I. & mais 7. Ecology. NY, Oxford UP.

15 junho 2026

Ausência

Arturo Torres-Rioseco

Ausência de quatorze anos,
Silêncio, mar e distância,
Quedam-se-te os olhos lentos,
Perdem-se em longes de nácar,
Açucenas de teus pés
Assomando em folharada,
Mastro roto de baixéis
Lançado à areia da praia.

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Marinheiro de ilusões,
Comandante de uma barca
Tinta de prata e de rosa,
Tinta de rosa e de prata.
Pescador que atirou redes
Às sereias de Montmartre,
E em Saaras inexistentes
Guiou loucas caravanas.

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Não quero ver meu deserto,
Ausência ao cabo amorável,
Pluma sobre o meu chapéu,
Fragrância em minhas narinas,
Deslumbramento nos olhos,
Em meus ouvidos um sino,
Formigas que se alimentam
Da inquietação dos meus passos.

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Agora volto e não sou;
A alma se me fatigava,
A cinza de muitos fogos
Já me dá cor de mortalha,
Sombras de muitas paixões
Para sempre sepultadas,
Nem sei se posso volver
A gozar de tuas águas.

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Por te desejar de longe
Apertaram-me as entranhas
Acontecimentos que
Tua nitidez toldavam;
Minhas frases em teu corpo
Agudos fios de espada,
E em teu coração a triste
Flor azul das minhas ânsias.

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

No torso sanguinolento
Surdem línguas escarlatas,
Ogres e carabineiros
Te mantinham sequestrada,
Revoavam nos céus cinzentos
Gaviões de compridas garras,
Pobres pombos da saudade
Chegavam de asas quebradas.

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Podem prender minhas mãos
Resinas de tuas chagas,
Em minhas colmeias trago
Mel para as tuas desgraças,
A abelha que o fabricou
Não era abelha, era infanta
Pelas artes de uma bruxa
Quatorze anos encantada...

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Sinto esvanecer-se a ausência
Entre o passado e o futuro,
Desígnios imaginados
Sob as patas de uma aranha
Que tece teias azuis,
Que tece flores delgadas
Para te abrigar os peitos
E a bonina das espáduas...

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Recebe-me em teus sorrisos,
Arco-íris de tuas alvas;
Recolhe-me nos teus sonhos,
Clarezas de tuas águas:
Pois quero voltar a ser
Cabreiro em tuas montanhas,
No teu seio adormecer
Com o candor de uma criança.

Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Ausência de quatorze anos,
Marinheiro em terra estranha,
Para me lembrar de ti
Tenho as têmporas de prata,
Se queres suster-me o voo
Acaricia-me as asas,
Que doces olhos me deitas,
Que suaves mãos, ó pátria!

Fonte: Bandeira, M. 2007. Estrela da vida inteira. RJ, Nova Fronteira. Poema publicado em livro em 1932.

13 junho 2026

Estrofas a una estatua

Eugenio Florit

   Monumento ceñido
de un tiempo tan lejano de tu muerte.
Así te estás inmóvil a la orilla
de este sol que se fuga en mariposas .

   Tú, estatua blanca, rosa de alabastro,
naciste para estar pura en la tierra
con un dosel de ramas olorosas
y la pupila ciega bajo el cielo.

   No has de sentir cómo la luz se muere
sino por el color que en ti resbala
y el frío que se prende a tus rodillas
húmedas del silencio de la tarde.

   Cuando en piedra moría la sonrisa
quebró sus alas la dorada abeja
y en el espacio eterno lleva el alma
con recuerdo de mieles y de bocas.

   Ya tu perfecta geometría sabe
que es vano el aire y tímido el rocío;
y cómo viene el mar sobre esa arena
con el eco de tántos caracoles.

   Beso de estrella, luz para tu frente
desnuda de memorias y de lágrimas;
qué firme superficie de alabastro
donde ya no se sueña.

   Por la rama caída hasta tus hombros
bajó el canto de un pájaro a besarte.
Qué serena ilusión tienes, estatua,
de eternidad bajo la clara noche.

Fonte (estrofe 2): Carpeaux, O. M. 2011. História da literatura ocidental, vol. 4, 4ª ed. Brasília, Senado Federal. Poema publicado em livro em 1937.

12 junho 2026

19 anos e oito meses no ar

F. Ponce de León

Nesta sexta-feira, 12/6, o Poesia Contra a Guerra está a completar 19 anos e oito meses no ar.

Desde o balanço anterior – ‘19 anos e sete meses no ar’ – foram publicados aqui pela primeira vez textos dos seguintes autores: Charles T. Tart, Herbert Dingle, Jaron Lanier, Ludwig Buckup, Mervyn Peake, Neil McInnes e Nicholas Lenssen. Além de material de autores que já haviam sido publicados antes.

Cabe ainda registrar a publicação de imagens de obras dos seguintes artistas: Käthe Kollwitz, Modesto Brocos e Philipp Otto Runge.

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