Comunicação não verbal
Christopher R. Brannigan & David A. Humphries
É um fato bem conhecido em nossa vida cotidiana que sorrir, franzir as sobrancelhas, gestos e outros comportamentos não verbais de pessoas de nosso relacionamento fornecem pistas úteis sobre suas atitudes, momento a momento, com relação a nós próprios ou a outras pessoas. Muitos de seus comportamentos não verbais são geralmente compreendidos como um meio de comunicação. Entretanto, o estudo científico deste fato cotidiano ainda está em seu início, apesar da ubiquidade do fenômeno e das vantagens práticas óbvias a serem obtidas com o seu conhecimento científico [...]. [...]
A organização e a coesão de um grupo social em qualquer espécie, incluindo a humana, [dependem] de um intercâmbio de informação entre seus membros. Esta informação está relacionada com a integração das mudanças sucessivas do comportamento de cada indivíduo e de sua posição espacial dentro do grupo social organizado. É neste sentido que aqui usamos o termo ‘comunicação’; um ato de comunicação ocorre quando certos atributos de um indivíduo (geralmente atributos comportamentais), que aparecem em situações específicas, têm a capacidade de alterar o comportamento futuro de um outro indivíduo, através de efeitos sobre seus órgãos sensoriais.
Fonte: Brannigan, C. R. & Humphries, D. A. 1981 [1972]. In: N. Blurton Jones, ed. Estudos etológicos do comportamento da criança. SP, Pioneira.

