Um insaciável apetite por holofotes, fama e poder
Felipe A. P. L. Costa
[APRESENTAÇÃO.] – Em 2013, em artigo publicado no Observatório da Imprensa (aqui), apresentei algumas das minhas críticas às barbeiragens profissionais do sr. Richard Dawkins. Em minha opinião, o biólogo britânico há muito havia se convertido em mera celebridade internacional, uma prima-dona da divulgação científica. E o pior: além de cientificamente irrelevantes, seus escritos se mostravam cada vez mais pestilentos e preconceituosos. Na última sexta-feira (6/2/2026), em meio ao burburinho da mídia internacional em torno da divulgação dos arquivos de Epstein (aqui), eu passei a abalizar melhor uma suspeita antiga: também no plano pessoal, Richard Dawkins faz jus ao rótulo de mau caráter (aqui). Sim, trata-se de um canalha. Não é o pior canalha do mundo, mas é um canalha. E canalhas andam em bando, pois costumam se proteger mutuamente. O bando frequentado pelo sr. Dawkins inclui ou incluía gente do calibre de John Brockman (nascido em 1941), agente literário e escritor, e Lawrence [Maxwell] Krauss (nascido em 1954), físico e professor aposentado; além de alguns patetas bastante nocivos, como o comediante Joe [Joseph James] Rogan Jr. (nascido em 1967). Esses personagens foram liderados durante anos, digamos assim, por Jeffrey [Edward] Epstein (1953-2019), espião, multimilionário e criminoso internacional. O cinismo e o modus operandi dessa malta têm sido denunciados por Rebecca Watson (nascida em 1980), escritora e ativista política que conheceu mais de perto todos os fulanos citados (aqui; com exceção de Dawkins, todos os mencionados nasceram nos Estados Unidos). No que segue, reproduzo (com ajustes mínimos) uma segunda versão do meu artigo de 2013; essa versão apareceu no Jornal GGN, em 2018 (aqui).

